Ingredientes
500g de amendoim cruDaColônia
2 xícaras de chá de açúcar
1 xícara de chá de água
1 colher sobremesa de fermento em pó
2 colheres sobremesa de chocolate
1 colher de canela em pó
Preparo
Leve os ingredientes ao fogo em uma panela grande, porque o fermento espuma bastante.
Mexa com uma colher de pau até desgrudar.
Esparrame os grãos em uma assadeira e leve ao forno para torrar.
Experimente até ficar a seu gosto.
domingo, 5 de junho de 2011
O CONVITE À VIAGEM
Minha doce irmã,
Pensa na manhã
Em que iremos, numa viagem,
Amar a valer,
Amar e morrer
No país que é a tua imagem!
Os sóis orvalhados
Desses céus nublados
Para mim guardam o encanto
Misterioso e cruel
Desse olhar infiel
Brilhando através do pranto.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Os móveis polidos,
Pelos tempos idos,
Decorariam o ambiente;
As mais raras flores
Misturando odores
A um âmbar fluido e envolvente,
Tetos inauditos,
Cristais infinitos,
Toda uma pompa oriental,
Tudo aí à alma
Falaria em calma
Seu doce idioma natal.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Vê sobre os canais
Dormir junto aos cais
Barcos de humor vagabundo;
É para atender
Teu menor prazer
Que eles vêm do fim do mundo.
— Os sangüíneos poentes
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em seu ouro os tece;
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Pensa na manhã
Em que iremos, numa viagem,
Amar a valer,
Amar e morrer
No país que é a tua imagem!
Os sóis orvalhados
Desses céus nublados
Para mim guardam o encanto
Misterioso e cruel
Desse olhar infiel
Brilhando através do pranto.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Os móveis polidos,
Pelos tempos idos,
Decorariam o ambiente;
As mais raras flores
Misturando odores
A um âmbar fluido e envolvente,
Tetos inauditos,
Cristais infinitos,
Toda uma pompa oriental,
Tudo aí à alma
Falaria em calma
Seu doce idioma natal.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Vê sobre os canais
Dormir junto aos cais
Barcos de humor vagabundo;
É para atender
Teu menor prazer
Que eles vêm do fim do mundo.
— Os sangüíneos poentes
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em seu ouro os tece;
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
sábado, 4 de junho de 2011
bem te vi
quando
uma palavrinha
encontra
uma irmãzinha
ou uma prima,
isso se chama
rima.
bem- te- vi
te vi cantar
de alegria.
te vi dormir
de mansinho.
vi, nesse mesmo dia,
dentro de ti,
a alma colorida
de um passarinho.
zum- zum- zum
o zumbido
da abelha
faz coceguinhas
na orelha.
peixinho
o peixinho chorava e chorava.
era tanta a sua mágoa
que já não sabia
se nadava em lágrimas ou água.
não queria comer,
não queria brincar,
só queria chorar.
o peixinho estava com saudade
dos sapinhos da lagoa,
dos irmãozinhos, dos priminhos,
daquela vida de peixinho tão boa.
o peixinho chorava e chorava.
sozinho no fundo do aqúario,
justo no dia do seu aniversário.
palhaço
ei, rosto, mambembe e lambuzado de cor,
me ensina de novo o refrão da marmelada.
ei, cara gozada que chora e ri ao mesmo tempo,
faz estripulia e leva um tombo pra eu dar risada.
ei, moço da roupa larga e do sapato grande,
é gostoso ficar embaixo dessa lona furada?
ei, amigão do peito, sujeito sem idade,
conta pra mim como se faz palhaçada.
eclipse
onde?
onde?
onde?
olha lá
a lua
brincando
de esconde- esconde.
mar
no mar,
tem siri e ostra,
marisco e lagosta,
bichos bonitos,
bichos esquisitos.
o mar
é lindo e gozado.
a gente entra doce
e sai salgado.
paraiso
será que deus
mora num sitio no céu?
será que ele
ordenha nuvens pra chover?
a grama lá é toda azul?
estrela é fruta de comer?
será que ele
tem televisão?
eu acho que não.
eu acho
que o sol
é o seu fogão.
e a lua,
seu lampião.
plim- plim
o alecrim
foi plantado no xaxim.
a- a- atchim!
fez o espirro do benjamim.
é de cetim
a fantasia do arlequim.
o papa- capim
fugiu do jardim.
e assim
este livrinho chega ao fim.
uma palavrinha
encontra
uma irmãzinha
ou uma prima,
isso se chama
rima.
bem- te- vi
te vi cantar
de alegria.
te vi dormir
de mansinho.
vi, nesse mesmo dia,
dentro de ti,
a alma colorida
de um passarinho.
zum- zum- zum
o zumbido
da abelha
faz coceguinhas
na orelha.
peixinho
o peixinho chorava e chorava.
era tanta a sua mágoa
que já não sabia
se nadava em lágrimas ou água.
não queria comer,
não queria brincar,
só queria chorar.
o peixinho estava com saudade
dos sapinhos da lagoa,
dos irmãozinhos, dos priminhos,
daquela vida de peixinho tão boa.
o peixinho chorava e chorava.
sozinho no fundo do aqúario,
justo no dia do seu aniversário.
palhaço
ei, rosto, mambembe e lambuzado de cor,
me ensina de novo o refrão da marmelada.
ei, cara gozada que chora e ri ao mesmo tempo,
faz estripulia e leva um tombo pra eu dar risada.
ei, moço da roupa larga e do sapato grande,
é gostoso ficar embaixo dessa lona furada?
ei, amigão do peito, sujeito sem idade,
conta pra mim como se faz palhaçada.
eclipse
onde?
onde?
onde?
olha lá
a lua
brincando
de esconde- esconde.
mar
no mar,
tem siri e ostra,
marisco e lagosta,
bichos bonitos,
bichos esquisitos.
o mar
é lindo e gozado.
a gente entra doce
e sai salgado.
paraiso
será que deus
mora num sitio no céu?
será que ele
ordenha nuvens pra chover?
a grama lá é toda azul?
estrela é fruta de comer?
será que ele
tem televisão?
eu acho que não.
eu acho
que o sol
é o seu fogão.
e a lua,
seu lampião.
plim- plim
o alecrim
foi plantado no xaxim.
a- a- atchim!
fez o espirro do benjamim.
é de cetim
a fantasia do arlequim.
o papa- capim
fugiu do jardim.
e assim
este livrinho chega ao fim.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
o jogo da parlenda
um dia eu sai pelo mundo, caminhando sem eira nem beira, e, bom no meio da estrada, encontrei um bando de amigos que riam e brincavam juntos, repetindo palavras em conjunto...
eu fui por um caminho... eu também encontrei um passarinho... eu também encontrei um dedo minidinho... eu também seu- vizinho, eu também pai de todos, eu também fura- bolos, eu também cata- piolhos. eu também... eu quis participar da brincadeira e recitei: batatinha quando nasce... espalha a rama pelo chão. menininha quando dorme... põe a mão no coração.
eles gostaram do meu versinho e me convidaram para seguir caminho. fomos andando devagarizinho, recitando bem baixinho... um, dois, feijão com arroz. três, quatro, feijão no prato.
cinco, seis, chegou minha vez.
sete, oito, comer biscoito.
nove, dez, comer pastéis.
de repente, passou um homem correndo. levei um susto quando ouvi alguém dizendo:
rei
capitão
soldado
ladrão
menino
menina
macaco
simão
o homem que corria olhava para trás e ria, ao mesmo tempo que nos dizia:
sola, sapato,
rei, rainha.
onde quereis
que eu vá dormir?
na casa de mãe
aninha.
de repente, o homem sumiu, e subitamente, chegamos numa casa diferente, onde tudo parecia infrequente.
pensei que tinha ficado até doente.
senti tanto sono que perdi a fome e até esqueci meu nome.
mas, quando eu quis adormecer, me mandaram obedecer, declamando:
hoje é domingo,
pé de cachimbo.
cachimbo é de barro,
bate no jarro.
o jarro é de ouro,
bate no touro.
o touro é valente,
bate na gente.
a gente é fraco,
cai no buraco.
o buraco é fundo,
acabou- se o mundo.
eu lhes disse que estavam errados, que aquilo era esquisitice, porque o domingo nem tinha chegado:
amanhã é que é domingo,
pé de cachimbo.
galo monteiro
pisou na areia.
areia é fina,
que dá no sino.
o sino é de ouro,
que dá no besouro.
o besouro é de prata,
que dá na barata.
a barata é valente,
que dá no tenente.
o tenente é mofino,
que dá no menino.
o menino é danado,
que dá no soldado.
o soldado é valente,
que dá na gente...
ninguém me ouvia, ninguém me compreendia.
era hora do jantar, ninguém queria saber de esperar. e a cozinheira, em lugar de cozinhar, só sabia provocar:
eu estou fazendo papa!
para quem?
para joão manco.
quem o mancou?
foi a pedra.
cadê a pedra?
está no mato.
cadê o mato?
o fogo queimou.
cadê o fogo?
a água apagou.
cadê a água?
o boi bebeu.
cadê o boi?
foi buscar milho.
para quem?
para a galinha.
cadê a galinha?
está pondo.
cadê o ovo?
o padre bebeu.
cadê o padre?
foi dizer missa.
cadê a missa?
já se acabou.
sente- me á mesa perdi um salgado, mas eles só tinham um feijão aguado.
pedi doce, como se nada fosse, dizendo-lhes assim:
um dia, o doce perguntou ao doce
qual era o doce mais doce.
e o doce respondeu ao doce
que o doce mais doce
é o doce de batata- doce.
estranhei minhas próprias palavras: será que estava ficando maluca? ou tinha virado biruta? será que eu estava ficando chata? eles riram de mim e cantaram assim:
no morro chato
tem uma moça chata
com um tacho chato na cabeça.
moça chata, esse tacho chato é seu?
fiquei brava, fiquei tonta, mas, quando vi, já tinha dito estas palavras:
sei a liga me ligasse,
eu ligava a liga.
mas, como a liga não me liga,
eu não a liga.
- vocês são birutas e eu estou cansada! - reclamei.
- por que " isso "? - protestei. e eles me responderam " aquilo ":
é porque a aranha aranha a jarra,
a jarra arranha a aranha.,
nem a aranha aranha a jarra,
nem a jarra arranha a arranha.
eu já tinha virado uma onça.
mesmo assim, meio sonsa,
perguntei o prquê
daquela conversa tonta.
eles me olhavam e cantarolaram:
porque um ninho de carrapatos,
cheio de carrapatinhos.
qual o bom carrapateador
que o descarrapateará?
um ninho de mafagafos, com sete mafagafinhos.
quem os desmafagafizer, bom desmafagafizador será.
um ninho de mafagafa, com sete mafagafinhos.
quem os desmafaguifar, bom desmafaguifador será.
e, quando eu ia lhes dizer que não era louca, abri a boca e percebi que já estava saindo bobagem feita por uma cabeça- oca...
lá em cima do piano
tem um copo de veneno.
quem bebeu
morreu.
sol e chuva,
casamento de viúva.
chuva e sol,
casamento de espanhol.
um sapo dentro do saqco.
o saco com o sapo dentro.
o sapo batendo o papo,
e o papo cheio de vento.
então, pensei que eles fossem brigar, pensei que eles fossem reclamar, mas eles gostaram muito de minha fala atrapalhada, e eu só ouvi um monte de gargalhadas.
ganhei um doce e um presente, com um bilhetinho que dizia:
entrou por uma porta,
saiu pela outra.
quem quiser
que conte outra.
e agora, queridos leitores?
quem foi que inventou tanta maluquice?
será que fui eu mesma?
será que foram meus avós? meus tataravós?
aqui, no brasil, na africa, na espanha ou em portugal?
bem, seja lá qual for a melhor resposta,
uma coisa é certa:
parlenda é prova de que, para brincar,
basta inventar, com palavras, com carinho,
com imaginação.
e isso é coisa que toda criança,
em qualquer parte do mundo,
já nasce sabendo.
eu fui por um caminho... eu também encontrei um passarinho... eu também encontrei um dedo minidinho... eu também seu- vizinho, eu também pai de todos, eu também fura- bolos, eu também cata- piolhos. eu também... eu quis participar da brincadeira e recitei: batatinha quando nasce... espalha a rama pelo chão. menininha quando dorme... põe a mão no coração.
eles gostaram do meu versinho e me convidaram para seguir caminho. fomos andando devagarizinho, recitando bem baixinho... um, dois, feijão com arroz. três, quatro, feijão no prato.
cinco, seis, chegou minha vez.
sete, oito, comer biscoito.
nove, dez, comer pastéis.
de repente, passou um homem correndo. levei um susto quando ouvi alguém dizendo:
rei
capitão
soldado
ladrão
menino
menina
macaco
simão
o homem que corria olhava para trás e ria, ao mesmo tempo que nos dizia:
sola, sapato,
rei, rainha.
onde quereis
que eu vá dormir?
na casa de mãe
aninha.
de repente, o homem sumiu, e subitamente, chegamos numa casa diferente, onde tudo parecia infrequente.
pensei que tinha ficado até doente.
senti tanto sono que perdi a fome e até esqueci meu nome.
mas, quando eu quis adormecer, me mandaram obedecer, declamando:
hoje é domingo,
pé de cachimbo.
cachimbo é de barro,
bate no jarro.
o jarro é de ouro,
bate no touro.
o touro é valente,
bate na gente.
a gente é fraco,
cai no buraco.
o buraco é fundo,
acabou- se o mundo.
eu lhes disse que estavam errados, que aquilo era esquisitice, porque o domingo nem tinha chegado:
amanhã é que é domingo,
pé de cachimbo.
galo monteiro
pisou na areia.
areia é fina,
que dá no sino.
o sino é de ouro,
que dá no besouro.
o besouro é de prata,
que dá na barata.
a barata é valente,
que dá no tenente.
o tenente é mofino,
que dá no menino.
o menino é danado,
que dá no soldado.
o soldado é valente,
que dá na gente...
ninguém me ouvia, ninguém me compreendia.
era hora do jantar, ninguém queria saber de esperar. e a cozinheira, em lugar de cozinhar, só sabia provocar:
eu estou fazendo papa!
para quem?
para joão manco.
quem o mancou?
foi a pedra.
cadê a pedra?
está no mato.
cadê o mato?
o fogo queimou.
cadê o fogo?
a água apagou.
cadê a água?
o boi bebeu.
cadê o boi?
foi buscar milho.
para quem?
para a galinha.
cadê a galinha?
está pondo.
cadê o ovo?
o padre bebeu.
cadê o padre?
foi dizer missa.
cadê a missa?
já se acabou.
sente- me á mesa perdi um salgado, mas eles só tinham um feijão aguado.
pedi doce, como se nada fosse, dizendo-lhes assim:
um dia, o doce perguntou ao doce
qual era o doce mais doce.
e o doce respondeu ao doce
que o doce mais doce
é o doce de batata- doce.
estranhei minhas próprias palavras: será que estava ficando maluca? ou tinha virado biruta? será que eu estava ficando chata? eles riram de mim e cantaram assim:
no morro chato
tem uma moça chata
com um tacho chato na cabeça.
moça chata, esse tacho chato é seu?
fiquei brava, fiquei tonta, mas, quando vi, já tinha dito estas palavras:
sei a liga me ligasse,
eu ligava a liga.
mas, como a liga não me liga,
eu não a liga.
- vocês são birutas e eu estou cansada! - reclamei.
- por que " isso "? - protestei. e eles me responderam " aquilo ":
é porque a aranha aranha a jarra,
a jarra arranha a aranha.,
nem a aranha aranha a jarra,
nem a jarra arranha a arranha.
eu já tinha virado uma onça.
mesmo assim, meio sonsa,
perguntei o prquê
daquela conversa tonta.
eles me olhavam e cantarolaram:
porque um ninho de carrapatos,
cheio de carrapatinhos.
qual o bom carrapateador
que o descarrapateará?
um ninho de mafagafos, com sete mafagafinhos.
quem os desmafagafizer, bom desmafagafizador será.
um ninho de mafagafa, com sete mafagafinhos.
quem os desmafaguifar, bom desmafaguifador será.
e, quando eu ia lhes dizer que não era louca, abri a boca e percebi que já estava saindo bobagem feita por uma cabeça- oca...
lá em cima do piano
tem um copo de veneno.
quem bebeu
morreu.
sol e chuva,
casamento de viúva.
chuva e sol,
casamento de espanhol.
um sapo dentro do saqco.
o saco com o sapo dentro.
o sapo batendo o papo,
e o papo cheio de vento.
então, pensei que eles fossem brigar, pensei que eles fossem reclamar, mas eles gostaram muito de minha fala atrapalhada, e eu só ouvi um monte de gargalhadas.
ganhei um doce e um presente, com um bilhetinho que dizia:
entrou por uma porta,
saiu pela outra.
quem quiser
que conte outra.
e agora, queridos leitores?
quem foi que inventou tanta maluquice?
será que fui eu mesma?
será que foram meus avós? meus tataravós?
aqui, no brasil, na africa, na espanha ou em portugal?
bem, seja lá qual for a melhor resposta,
uma coisa é certa:
parlenda é prova de que, para brincar,
basta inventar, com palavras, com carinho,
com imaginação.
e isso é coisa que toda criança,
em qualquer parte do mundo,
já nasce sabendo.
lobisomem
um casal do interior vivia feliz com suas sete filhas.para alegrar ainda mais a familia, nasceu um lindo menino. que alegria! agora o papai teria um homenzinho para ajudá- lo com os afazeres da fazenda.
mas o lindo bebê cresceu e se tornou um menino pálido, com olhos fundos e orelhas estranhas. não demorou para ganhar muitos apelidos maldosos e ser motivo de gozação. todos riam dele.
um dia, ele encontrou num livro a lenda do lobisomem e começou a ler a história sem parar. foi ficando cada vez mais interessado, mas também muito assustado. de acordo com a lenda...
... quando um casal tem sete filhas e a oitava crianças nasce um menino, ao completar 13 anos, esse menino se transforma em lobisomem. a história dizia também que a transformação só acontece nas noites de sexta-feira com lua cheia. com medo, o menino pensava: " sou o oitavo filho... único filho homem... vou fazer 13 anos na semana que vem... o quê? estou perdido! vou virar um lobisomem!"
o menino saiu andando pelas ruas desconsolado. ele só pensava mo lobisomem e no seu aniversário que estava chegando. parou em frente á vitrine de uma loja para se olhar e pensava: " eu vou virar um lobo! eu vou virar um lobo!"
a semana passou, o aniversário chegou e a festa dos seus 13 anos foi muito animada. e nada de lobo... ele ficou aliviado. afinal, nada aconteceu. " era só um lenda!" , pensou ele.
a festa acabou e a familia foi dormir. quando já estava perto da meia- noite, o menino ficou com muita vontade de sair de casa. então, ele fugiu de seu quarto e saiu de casa sem rumo.
era sexta- feira, noite de lua cheia... ao ouvir as doze badaladas do sino da igreja e passar por uma encruzilhada, o menino começou a se transformar em um lobo com garras e presas afiadas. todo seu corpo estava coberto de pelos pretos.
o lobisomem, então, saiu em disparada. ele teria que encontrar sete cemitérios antes do amanhecer.
ao chegar ao primeiro cemitério, mais uma vezs, o lobisomem soltou um uivo bem alto para a lua. mais tinha que ser rápido. se não passasse por sete cemitérios antes do nascer do sol, nunca mais voltaria a ser um menino e se tornaria um lobo para sempre.
depois de tanta correria, o lobisomem voltou para casa antes do sol raiar. " ainda bem que deu tempo! " , pensou. ele entrou em casa bem devagarinho para não acordar seus pais. mesmo cansado e com os olhos quase se fechando, percebeu que já tinha se transformado em um menino novamente.
no outro dia, ninguém na escola percebeu o que havia acontecendo com ele. mas todos falavam sobre um uivo horripilante que ouviram á noite. como ninguém viu nada, a história do lobisomem continuava a ser só mais uma lenda...
passado um certo tempo, o menino ficou sabendo que haveria uma corrida na cidade e conversava com seus amigos quando revelou, sem perceber, seu segredo.
- eu vou ganhar essa corrida, tenho certeza. vocês vão ver!
- por quê você sempre ficou em último lugar - um dos colegas disse.
- que nada! se consigo correr sete cemitérios em menos de um dia, vou ser o campeão!
- o quêi? sete cemitérios?
- socorrroooo! fujam! ele é o lobisomem!
e gritaram para toda a cidade ouvir:
- lobisomem! lobisomem! com medo, todos sairam correndo para se esconder. o menino ficou muito triste e resolveu ir embora. nunca mais ninguém escutou o uivo do lobo por aquelas bandas. mas, até hoje, existem pessoas que dizem ter ouvido o lobisomem em algum outro lugar.
preste atenção! nas noites de lua cheia pode ter um lobisomem perto de você! ele pode estar disputando uma corrida ou passeando pelos cemitérios!
- aaauuuuu... aaauuu!!!
mas o lindo bebê cresceu e se tornou um menino pálido, com olhos fundos e orelhas estranhas. não demorou para ganhar muitos apelidos maldosos e ser motivo de gozação. todos riam dele.
um dia, ele encontrou num livro a lenda do lobisomem e começou a ler a história sem parar. foi ficando cada vez mais interessado, mas também muito assustado. de acordo com a lenda...
... quando um casal tem sete filhas e a oitava crianças nasce um menino, ao completar 13 anos, esse menino se transforma em lobisomem. a história dizia também que a transformação só acontece nas noites de sexta-feira com lua cheia. com medo, o menino pensava: " sou o oitavo filho... único filho homem... vou fazer 13 anos na semana que vem... o quê? estou perdido! vou virar um lobisomem!"
o menino saiu andando pelas ruas desconsolado. ele só pensava mo lobisomem e no seu aniversário que estava chegando. parou em frente á vitrine de uma loja para se olhar e pensava: " eu vou virar um lobo! eu vou virar um lobo!"
a semana passou, o aniversário chegou e a festa dos seus 13 anos foi muito animada. e nada de lobo... ele ficou aliviado. afinal, nada aconteceu. " era só um lenda!" , pensou ele.
a festa acabou e a familia foi dormir. quando já estava perto da meia- noite, o menino ficou com muita vontade de sair de casa. então, ele fugiu de seu quarto e saiu de casa sem rumo.
era sexta- feira, noite de lua cheia... ao ouvir as doze badaladas do sino da igreja e passar por uma encruzilhada, o menino começou a se transformar em um lobo com garras e presas afiadas. todo seu corpo estava coberto de pelos pretos.
o lobisomem, então, saiu em disparada. ele teria que encontrar sete cemitérios antes do amanhecer.
ao chegar ao primeiro cemitério, mais uma vezs, o lobisomem soltou um uivo bem alto para a lua. mais tinha que ser rápido. se não passasse por sete cemitérios antes do nascer do sol, nunca mais voltaria a ser um menino e se tornaria um lobo para sempre.
depois de tanta correria, o lobisomem voltou para casa antes do sol raiar. " ainda bem que deu tempo! " , pensou. ele entrou em casa bem devagarinho para não acordar seus pais. mesmo cansado e com os olhos quase se fechando, percebeu que já tinha se transformado em um menino novamente.
no outro dia, ninguém na escola percebeu o que havia acontecendo com ele. mas todos falavam sobre um uivo horripilante que ouviram á noite. como ninguém viu nada, a história do lobisomem continuava a ser só mais uma lenda...
passado um certo tempo, o menino ficou sabendo que haveria uma corrida na cidade e conversava com seus amigos quando revelou, sem perceber, seu segredo.
- eu vou ganhar essa corrida, tenho certeza. vocês vão ver!
- por quê você sempre ficou em último lugar - um dos colegas disse.
- que nada! se consigo correr sete cemitérios em menos de um dia, vou ser o campeão!
- o quêi? sete cemitérios?
- socorrroooo! fujam! ele é o lobisomem!
e gritaram para toda a cidade ouvir:
- lobisomem! lobisomem! com medo, todos sairam correndo para se esconder. o menino ficou muito triste e resolveu ir embora. nunca mais ninguém escutou o uivo do lobo por aquelas bandas. mas, até hoje, existem pessoas que dizem ter ouvido o lobisomem em algum outro lugar.
preste atenção! nas noites de lua cheia pode ter um lobisomem perto de você! ele pode estar disputando uma corrida ou passeando pelos cemitérios!
- aaauuuuu... aaauuu!!!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
os três porquinhos
Numa floresta distante, mamãe porca e seus três porquinhos viviam felizes em sua casinha.
Quando os porquinhos cresceram, mamãe porca decidiu que eles precisavam sair de casa para conhecer o mundo.
Então, os três porquinhos se despediram e cada um escolheu um caminho diferente para seguir.
O primeiro porquinho logo se cansou de andar, fez uma casinha de palha e deitou-se para dormir.
Um logo faminto chegou e disse:
- Abra a porta, porquinho, ou vou soprar até derrubar sua casa!
O porquinho não abriu. Então o lobo soprou com toda a força, derrubou a casa e comeu o porquinho.
O segundo porquinho também era um pouco preguiçoso. Recolheu galhos no bosque, fez uma cabana e logo foi descansar.
Mas o lobo encontrou sua cabana e disse:
- Abra, porquinho, ou vou soprar até derrubar sua casa!
O porquinho não abriu, então o lobo soprou até derrubar a cabana. Assim, conseguiu comer o segundo porquinho.
Ao contrário de seus irmãos, o terceiro porquinho era muito trabalhador e construiu sua casa com tijolos e cimento.
Logo chegou o lobo e bateu á porta.
- Abra, ou vou soprar até derrubar sua casa!
- Pode soprar quanto quiser, não tenho medo! - zombou o porquinho.
O lobo soprou com todas as suas forças, mas a casa nem se mexeu...
Então, o esperto lobo resolveu subir no telhado e entrar pela chaminé.
Mas o porquinho percebeu suas intenções e fez o lobo cair bem no caldeirão de água fervendo!
Depois que sairam da barriga do lobo, os outros porquinhos aprenderam a lição.
Quanto ao lobo, nunca mais foi visto por aquelas bandas...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
VIAGEM DE A A Z
B ate preocupado meu coração ...
Cada dia me faz mais assustada .
D oce embalar, meiga canção !
E m novo ano, mais emoção,
F aço até promessas e nada ...
G iram rápidos os ponteiros ... Irritação !
H á nessa viagem alguma parada ?
I nventem menos velocidade ! Farão ?!?!?
J unho chegou !!! Logo ali, a “virada” !!!
L ágrimas expõem minha emoção.
M ães, atônitas, pedem atenção.
N ada pára essa viagem !!! Que sensação !
O lho meus amores, angustiada ...
P artirei antes deles ... Não fico, não !
Q ue saudade de cada noitada,
R íamos, chorávamos, mão com mão.
S ou realista ! Querem me ver despachada !!!
T ão depressa ... Parece invenção ...
U ma viagem, perto da chegada ...
V ai essa tal máquina, perdendo vagão ...
X ingo o maquinista ... Estou desesperada !!!
Z angado ele urra : - Mando na situação !!!
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